Coerência e unidade na linguagem visual da Arquitetura Corporativa
31/03/2025
O ambiente escolar é um organismo complexo, que exige uma série de cuidados especiais. Tanto o corpo discente, quanto o docente necessitam de condições que estimulem a aprendizagem em diversos níveis. Quando o assunto envolve a aplicação de cores na escola entra em jogo não apenas o quesito estético, mas também o funcional.
O planejamento dos espaços para uma instituição de ensino precisa se preocupar com as dimensões físicas, psíquicas e cognitivas de seus ocupantes. Portanto, a atuação de uma equipe especializada e experiente, no projeto, é indispensável.
Vale lembrar, que a Arquitetura precisa, ainda, refletir os valores, a cultura e a identidade da marca. Só assim se torna possível criar diferenciais capazes de destacar a escola no mercado. Mas o assunto de hoje não vai por esse caminho. Queremos enfocar o uso das cores voltado ao desempenho nos estudos. Como é possível explorá-lo para estimular o aprendizado?
O branco, tradicionalmente, ocupa grande parte do ambiente escolar. E isso tem a ver com um modelo de ensino que já vem sendo transformado.
O branco promove uma sensação de paz, limpeza e quietude. Tende a conduzir os ocupantes a um comportamento mais passivo, silencioso e até apático. Qualidades que vão ao encontro das clássicas aulas expositivas, em que os professores falam e os alunos apenas escutam.
Porém, como mencionado, essa é uma dinâmica em substituição. Atualmente, a participação e a interação dos estudantes têm sido provocadas em nome de um processo que os coloca num papel de protagonismo dentro (e fora) da sala de aula.
Assim, até mesmo o emprego das cores na escola precisou ser revisto. Explorar diferentes tonalidades se tornou indispensável para se alcançar os objetivos desejados nos diferentes espaços de aprendizagem.
Salas de estudo podem ser beneficiadas pelo amarelo e o laranja. Isso porque elas são estimulantes e, desta forma, auxiliam na missão de manter a atenção por um longo tempo. Contudo, é necessário dosar a aplicação para que, ao contrário do desejado, não haja euforia. A biblioteca também pode apresentar as cores no espaço de leitura. O vermelho, embora tenha ação semelhante, já deve ficar mais restrito, pois, no contexto em questão, está associado a erros e notas ruins.
Em geral, as crianças são as mais atraídas pelas tonalidades quentes e brilhantes.
Tons de verde e azul são bem-vindos nessa missão. Eles podem estar em áreas reservadas a trabalhos ou mesmo em espaços de convivência, por exemplo. A composição também faz toda diferença para aflorar o lado criativo dos ocupantes.
Em meio à intensa rotina de estudos, é fundamental contar com salas onde é possível relaxar um pouco. Aqui não há cores tão específicas. O mais importante é que elas sejam claras ou pastéis. Lilás, menta e azul bebê são ideias interessantes. Para alunos do ensino médio, que se preparam para o vestibular, esse é um aspecto de alta relevância.
Antes de terminar, vale assinalar que não existem regras rígidas quanto a aplicação de cores na escola. Cada projeto deve ser desenvolvido de maneira personalizada e alinhada aos ideais da instituição.
Por isso, entre em contato para saber como podemos ajudar a obter resultados mais satisfatórios na educação!